O Cerrado é um dos biomas mais ricos e ameaçados do mundo, mas que agora está prestes a ganhar uma atenção especial, com a elaboração de um perfil ecossistêmico e de um planejamento de ações para manter a diversidade biológica e social da região. A Rede Cerrado participa da construção deste diagnóstico junto a diversos atores do setor empresarial, governo, academia e sociedade civil, tudo isso sob o financiamento do Fundo de Parceria de Ecossistemas Críticos (CEPF, a sigla em inglês).

Criado em 2000, o CEPF atualmente reúne sete doadores internacionais e pretende, por meio desse projeto, investir em ações de conservação do Cerrado, com ênfase no fortalecimento da sociedade civil nos próximos cinco anos. O perfil ecossistêmico é a primeira fase do processo e está sendo conduzido pelas instituições Conservação Internacional Brasil (CI-Brasil) e o Instituto Sociedade, População e Natureza (ISPN).

A oficina de consulta para obter contribuições da sociedade civil ocorreu nos dias 31 de março e 01 de abril, em Brasília-DF, e teve a participação de representantes indígenas, quilombolas e de organizações não governamentais.

Ao todo foram identificadas 120 ações ecossociais que dizem respeito aos seguintes eixos temáticos: 1) Monitoramento Ecossocial, 2) Gestão Integrada de Ecossistemas, 3) Proteção Ambiental, 4) Uso Sustentável, 5) Recursos Hídricos, 6) Povos Indígenas e Comunidades Tradicionais, 7) Agricultura Familiar, 8) Agropecuária, 9) Políticas Públicas, 10) Fortalecimento Institucional, 11) Conhecimento e Informação, 12) Financiamento. Estas temáticas foram consolidadas com base na compilação de estudos, artigos, teses e livros produzidos sobre o Cerrado até o momento, como o Tratado dos Cerrados, a Revisão das Áreas Prioritárias, Seminário do Serviço Florestal Brasileiro sobre o Cerrado, Programa Cerrado Sustentável, dentre outros documentos.

A intenção desse debate é orientar a atuação dos setores de interesse a definir responsabilidades comuns porém diferenciadas, para garantir a proteção social e biológica do bioma por meio de diálogos políticos e parcerias, além de propor estratégias para aplicação dos recursos tendo como norte o documento resultado das oficinas.

O estudo deve ser finalizado e aprovado pelo conselho de doadores do CEPF até o final de 2015, quando também deverá aprovar um montante para investimento na região visando implementar a estratégia de conservação definida pelo perfil do ecossistema.

 

Fonte: WWF-Brasil

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