A chapa eleita ganhou após um consenso entre as 30 organizações presentes no evento                                                                                                                                                                    

Composta por organizações que atuam pela conservação do Cerrado e na defesa de seus povos e comunidade tradicionais, a Rede Cerrado renovou sua coordenação após três anos de mandato da atual gestão.

A nova coordenação está composta por instituições de base comunitária, que têm bastante atuação na região do MATOPIBA (porção do Cerrado dos estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia), e para esse pleito uma das metas é denunciar os dados e números que mostram as drásticas consequências do avanço da fronteira agrícola no que diz respeito à destruição do bioma, ao aumento das emissões de gases de efeito estufa, à escassez de água e à intensificação dos conflitos fundiários.

Segundo o Projeto de Monitoramento do Desmatamento dos Biomas Brasileiros por Satélite (PMDBBS) referente ao período de 2010 a 2011, o Cerrado perdeu 12% a mais da vegetação natural e 66% ou 7.248 km² da degradação das áreas nativas está concentrada, principalmente, no MATOPIBA.

“Temos que exigir a aprovação da PEC 504 que reconhece na Constituição Federal o Cerrado e a Caatinga como Patrimônio Nacional, o desenvolvimento de uma moratória para o bioma com foco no desmatamento zero e a não implantação do Plano de Desenvolvimento do Agropecuário (PDA) pensado para o MATOPIBA” defenderam os participantes da Assembleia da Rede Cerrado, que propuseram a construção de uma campanha em defesa do Cerrado para reivindicar essas pautas no Brasil e mundo afora.

O Cerrado engloba quase ¼ do território do Brasil, ampara grande diversidade de tipos de vegetação, animais e culturas e abriga as nascentes das principais bacias hidrográficas da América do Sul. No entanto, não é reconhecido como Patrimônio Nacional como a Amazônia, Mata Atlântica e Pantanal, tampouco sua rica paisagem natural está sendo valorizada pelo governo, que investe em um modelo de desenvolvimento que já custou a degradação de 45,4% da sua vegetação.

A Assembleia aconteceu em Brasília-DF, nos dias 14 e 15 de julho, e contou com a participação de representantes de quilombolas, indígenas, pequenos agricultores, extrativistas, organizações técnicas de apoio e pesquisa, entre outros.

Veja a relação da nova composição da Rede Cerrado:

Movimento Interestadual das Quebradeiras de Coco Babaçu – MIQCB (Coordenação Geral)

Mobilização dos Povos Indígenas do Cerrado – MOPIC (Vice-coordenação Geral)

Instituto Sociedade, População e Natureza – ISPN (Coordenação Administrativa)

Agência 10envolvimento (Coordenação Financeira)

Associação Regional das Mulheres Trabalhadoras Rurais do Bico do Papagaio (Vice-coordenação Financeira) 

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